sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Eu e os doces...


Outro recuerdo meu: primeiro, a minha aflição de não ter colher de sobremesa, depois os olhos a brilharem perante um prato de Mousse de Chocolate e no fim um ligeiro 'mais ou menos' com a cabeça... Como eu era exigente (menos na roupa, apesar de ser laranja). Ah! Era o meu aniversário: 10 de Agosto de 1985 ou 1986.

E já que falamos em Mousse, aqui vos deixo o link para a receita da minha Mousse de Chocolate favorita: 
 E o making of:

O arroz da Laurinda


Ao rever alguns filmes de família dei-me com a receita de arroz que a Laurinda, caseira de casa dos meus Avós e amiga da família desde sempre, fazia para a Consoada... Nas filmagens, e por ordem de 'chegada', a Avô Eduarda, a Tia Clarinha e a Laurinda. A Laurinda foi casada com o Aires, amigo e companheiro de estrada de meu Avô Manuel, conhecedor profundo da região, da agricultura, da caça. Sempre connosco até ao fim.

(Um à parte - A relação que se tem com as filmagens é mais difícil que com as fotografias. O movimento e mais tarde, a partir de meios da década de 80, o som, torna tudo muito mais real e presente. Não deixa de ser um exercício a toda a prova.)

Uma brincadeira...

O 70 : jornal com malaguetas. - N. único (1889). - Lisboa : Typ. Minerva, 1889

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Bolo Para O Chá


Bolo Para O Chá

250 grs. de farinha "Branca de Neve"
250 grs. de açúcar
5 ovos
1 colher (chá) de sumo de limão

Bater as gemas com o açúcar.
Quando estiver em creme, juntar as claras em castelo e a farinha "Branca de Neve". Por fim a colher de chá de sumo de limão. Mexer muito bem a massa e deitá-la em forma redonda untada com margarina e polvilhada de farinha. Vai a forno quente.
Depois de desenformado decorá-lo a gosto.

Receita enviada pela ouvinte: Deolinda Soares Rego - Lisboa

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

O Marrare do Polimento, por Pinto de Carvalho (Tinop)


Um dos mais célebres cafés e restaurantes de Lisboa, que deixou memória, foi o Marrare do Polimento. Aquela gravura e esta foto mostram-nos o edifício setecentista onde outrora o restaurante funcionou e onde se podia comer o imortal Bife à Marrare.
E o que nos diz o maravilhoso Pinto de Carvalho (Tinop) sobre o Marrare? Tantas e tantas deliciosas coisas... e quem frequentava o Marrare? Tanta e tão variada gente. Ora leiam:

CARVALHO, Pinto de, 1858-1936
Lisboa de outrora / Joäo Pinto de Carvalho ; ed. lit., coord. e not. Gustavo de Matos Sequeira,
Luís de Macedo. - Lisboa : Grupo de Amigos de Lisboa, 1939. - v. ; 21 cm
Um dos poucos locais em Lisboa onde ainda se pode comer o Bife à Marrare, na simplicidade da sua receita original, é no caríssimo Café de São Bento.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Sonhos da Tia Maria Balbina

Cozinha Regional Portuguesa. Maria Odette Cortes Valente, Coimbra: Livraria Almedina, 1973 - pág. 538

SONHOS DA TIA MARIA BALBINA

200 gr. de farinha
2,5 dl. de água
50 gr. de manteiga
8 ovos
1 colher (de chá) de fermento em pó

Põe-se a água ao lume; logo que ferva deita-se a farinha e mexe-se fortemente, deixando cozer até despegar do fundo do tacho. Retira-se do lume, mistura-se a manteiga e sova-se na pedra da mesa até ficar morna. Coloca-se então numa tigela e adicionam-se os ovos inteiros, um a um, até desfazer. Deita-se o fermento em pó e bate-se bem. Formam-se os sonhos com duas colheres, para ficarem redondos e fritam-se em óleo pouco quente, para crescerem. Servem-se polvilhados com açúcar e canela. (Podem rechear-se com comporta de pêssego). (Ou podem regar-se com calda de açúcar, digo eu).


Eu já os fiz... aliás, foram a minha estreia na confecção de sonhos e correu lindamente. Pensei que seria muito mais difícil. Ficaram lindos, super saborosos, com um aspecto como aquele que vos mostro na fotografia. Sem dúvida, uma receita para repetir e repetir e repetir todos os Natais (e fora dele).
Experimente... até ao Dia de Reis ainda tem um álibi. 

Obrigado António M. Colaço pelo envio da receita.

Bolo de Côco Recheado com Chocolate - Fotoreportagem

250 gramas de açúcar
batidas com 6 gemas de ovos.
Acrescenta-se 125 gramas de côco ralado
e 100 gramas de farinha.
Depois de bem misturado acrescenta-se uma colher de chá de fermento.
Por fim, juntam-se as claras em castelo.
Coloca-se na forma e vai a lume brando (180º, sensivelmente).
E cá está ele acabadinho de sair do forno.
Para tornar o bolo mais interessante, dividi-o em duas partes
fiz um creme de chocolate, a olho, para rechear o bolo, com
chocolate em barra Pantagruel, manteiga e um pouco de leite.
Finalizei, como dizia a receita, com um Glacê feito da seguinte maneira:
Bata muito bem 2 claras de ovos com 250 gramas de açúcar e 2 gotas de sumo de limão,
até formar um creme muito espesso. Distribua este creme por todo o bolo
de maneira a ficar liso e ponha a secar ao sol ou em forno moderado.
E cá está ele muito bonito e saboroso.
Para combater a neurastenia do Ano Novo, nada como meter mãos à obra e fazer um bolo de consolo. Escolhi um Bolo de Côco que fica muito bom e bonito e acrescentei-lhe um recheio de chocolate, ingrediente que liga muito bem com côco. O resultado foi excelente. 
Que tal, não quer experimentar?

Para a receita do Bolo de Côco, veja AQUI.
Para a receita do Glacê, veja AQUI.
Para outra receita, igualmente boa, de um Bolo de Côco (Tia Clarinha), veja AQUI.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

UM FELIZ NATAL



A todos os amigos, leitores e visitantes do blog As Receitas da Avó Helena e da Avó Eduarda desejo um Santo e Feliz Natal. Faço votos que este Amor dum azul tão puro como o do céu (Êxodo 24:10) e esta luz de fogo da candeia - enquanto tiverem luz acreditem nela, para serem luz também (João 12:36) -  vos acompanhe nesta quadra e por toda a vida. Obrigado por, mais um ano passado, continuarem a visitar esta casa que é de todos.

E como não podia deixar de ser, eis que deixo as sugestões anuais para a vossa Ceia de Consoada:

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Sarnicador

Sarnicadores
Sarnicos ou Marcas de Bolos
António Genovevo, o último 'Sarnicador'
Terra portuguesa : revista ilustrada de arqueologia artistica e etnografia
A. 2, n.º 17-20, Junho-Setembro 1917